Mentir no currículo afasta as boas chances

mentiras no currículo
Parece óbvia a ideia de que mentir no currículo não é um bom negócio; no entanto, profissionais de RH afirmam que as mentiras e exageros encontradas em currículos são mais comuns do que se pensa. De acordo com os especialistas, cerca de 40% dos currículos recebidos possuem informações distorcidas e 20% mentiras deslavadas.

Reunimos abaixo as principais mentiras contadas em currículos:

01. Idiomas
Dentre todos os tipos de mentiras e exageros, o campo idioma é, sem dúvida, o mais popular: gente que transforma inglês básico em avançado ou portunhol em espanhol existe aos montes por aí. É importante lembrar que não vale mesmo a pena cair nessa armadilha já que os entrevistadores podem desmascará-lo durante a entrevista com uma ou duas perguntas.

02. Qualificação
Curso rápido vira pós-graduação. Ensino superior interrompido vira superior completo. Mentir nesse campo implica, além da falta de ética e de moral, num verdadeiro tiro no pé e eliminação imediata do processo seletivo pois mesmo que o candidato consiga enganar o recrutador durante a entrevista, uma rápida ligação para universidade ou um pedido de certificado do curso pode revelar a verdadeira natureza do mesmo.

03. Endereço
Muitos candidatos consideram o fato de morarem longe do local de trabalho um empecilho na hora da contratação. Embora menos de 15% dos recrutadores levem esse ponto em conta, quem procura emprego acha – erroneamente – que isso pode eliminá-lo de um processo seletivo. Em contrapartida, há quem minta dizendo que mora mais longe do que realmente vive apenas para obter uma verba maior para o vale-transporte. Independentemente do caso esse tipo de mentira não é válida e acaba comprometendo a credibilidade do profissional se descoberta – e há grandes riscos de que isso aconteça, seja pela checagem dos comprovantes de residência ou mesmo pela visita de um colega.

04. Cargos e funções
Tentando conseguir salários melhores, alguns candidatos mentem sobre os cargos que ocuparam anteriormente. Estagiário vira assistente, coordenador vira gerente e gerente vira presidente. Se é fácil para o candidato colocar isso no papel é mais fácil ainda para o entrevistador checar esses dados. Mais um caso que só comprova que mentir, definitivamente, não vale a pena.

05. Datas de entradas e saídas de empregos
Mentiras desse tipo são geralmente adotadas por candidatos que tem em seu histórico um padrão de curta permanência em empregos. Tentar camuflar isso só aumenta o abismo entre você e um novo emprego. Se no caso descrito acima a mentira é imperdoável, no caso do candidato ter vergonha de falar a verdade por ter ficado muito tempo desempregado a mentira é até tolerável. Ainda assim o melhor,sempre é ser verdadeiro.

06. Motivo de desligamento
Se por um acaso o entrevistador perceber que você hesitou em revelar o motivo do real desligamento de seu último emprego preocupe-se: há grandes chances de você ter sido eliminado. Isso acontece porque mentir nesse quesito abre brechas para que o recrutador acredite que há “sujeira embaixo do tapete”. Caso seu desligamento tenha sido árduo, assuma. Mas nada de sair falando mal da companhia ou de seu chefe. A melhor saída em casos assim pode ser alegar “divergências de ideais”.

07. Participação em projetos
Dentre todas as mentiras contadas pelos candidatos, histórias do tipo “implantei”, “liderei” ou “coordenei” são as mais difíceis de serem identificadas pois são atividades subjetivas demais para mensurar com resultados. Caso o entrevistador desconfie do que é dito, o que ele pode fazer é esmiuçar todos os detalhes dos projetos para ver se o candidato cairá em contradições.

No fim das contas, o conselho dado por profissionais do setor de contratação é o mesmo: seja honesto pois assim você conservará sua imagem e aumentará suas chances de ser recolocado/inserido no mercado de trabalho.

por: Thiago Dantas.

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