As maiores gafes encontradas em currículos

As maiores gafes encontradas em currículos

Fontes estranhas, aparência bagunçada, frases de efeito, cores, mensagens íntimas e prolixidade são só alguns dos itens que profissionais de RH encontram diariamente quando analisam currículos.

Separamos abaixo alguns casos REAIS (por mais incrível que pareça!) que demonstram que mesmo com todas as dicas espalhadas na internet, as pessoas ainda pecam pelo básico.

Para começar, vamos lembrar de quem gosta de enviar mensagens super pessoais em cartas anexas aos currículos. Por mais que seja interessante – e indicado – formular uma carta de apresentação para ser entregue junto aos currículos (o site da Manager, inclusive, fornece essa opção ao candidato), deve-se tomar cuidado para não cruzar a linha entre ser simpático e ser efusivo. Veja abaixo um belo exemplo do que não fazer:

“Oi pessoal. E aí? Tudo bem? Estou enviando meu currículo para…”

Além dos “íntimos”, há ainda os que citam frases de efeito nas cartas e nos próprios currículos. Sem falar dos que mencionam trechos bíblicos ou parafraseiam algum ilustre pensador. Por mais que conhecimentos gerais sejam válidos, é importante lembrar que o currículo serve para impressionar o entrevistador por meio de sua trajetória profissional, e não por qualquer outro tipo de artifício. Imagine só a cara do recrutador a ler algo como o que destacamos abaixo:

“O homem certo se apresenta na hora certa, com muito prazer, pelo mesmo preço”.

Outro tipo bastante comum é o que tenta chamar a atenção com textos demasiadamente longos e que, na verdade, não dizem muito. Na maioria das vezes, além de análises com enfoques alheios à seleção, esse tipo de candidato também faz uso de frases em português arcaico e pomposo:

“Aguardando sua obsequiosa manifestação…”

“Assumindo riscos, sem estar preocupado em manter o status quo… O medo, de fato, é que leva ao bloqueio da criatividade profissional…”

Mas o que deve ser mesmo abolido são comentários jocosos e pseudo-engraçados por pessoas “espirituosas”. Talvez, tiradas como que mostraremos logo abaixo, caísse bem numa entrevista, caso o recrutador desse abertura para brincadeiras. No entanto elas nunca poderiam existir em um currículo/carta de apresentação :

“Minha experiência no setor automotivo restringe-se à proporcionada pela aquisição de um veículo…”

Tão sem sentido quanto forçar risadas é incluir frases com caráter poético e palavras eruditas. O uso de vocábulos rebuscados não é indicado nem mesmo em entrevistas, uma vez que quanto mais objetivo e claro for seu discurso melhores serão as chances de ser compreendido. Mas se você quiser arriscar, tome cuidado para não sair coisas como essas:

“Sou um nefelibata que em última instância almeja o simples: ser feliz.”

Por mais óbvio que tudo isso possa parecer, o volume de currículos com “detalhes” similares aos descritos aqui é relativamente grande.

Na dúvida, siga nossas dicas e prime pelo simples. Um bom currículo deve ser objetivo, sucinto, claro e completo o suficiente para que não haja dúvidas em relação as informações relevantes.


por: Thiago Dantas.

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