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A Mulher no Mercado de Trabalho

Uma recente pesquisa divulgada pela revista Marie Claire inglesa, em parceria com a organização Everywoman, trouxe à tona uma discussão que há muito é pautada: a discriminação da mulher no mercado de trabalho.

De acordo com o levantamento, que foi elaborado tendo como base a opinião de quase 3 mil mulheres entre 18 e 55 anos, a discriminação ainda existe: 46% das entrevistadas afirmaram já terem sido vítimas de sexismo. O alarmante número denota o despreparo da sociedade contemporânea em lidar com a (nem tão) nova posição da mulher no mundo moderno.

Mas esse quadro está começando a mudar. Um exemplo vivo da quebra desse paradigma é a trajetória de Aline Butinhão. Exímia profissional, Aline foi contratada pela Torrent do Brasil – empresa líder no segmento de medicamentos similares no mercado nacional – quando tinha apenas 24 anos para ser Representante de Vendas; hoje, 7 anos depois, aos 31 anos de idade, ela ocupa o cargo de Gerente de Marketing.

Batemos um papo sobre sua carreira e também sobre a posição da mulher no mercado de trabalho. Confira abaixo as opiniões da moça e entenda porque há motivos para ficar otimista no que tange a igualdade na área profissional.

Mesmo sendo muito jovem, você possui uma tragetória profissional bastante impressionante. A que você credita sua rápida ascensão?
Minha ascensão ocorreu mesmo bastante rápido, mas confesso que não fiquei pensando muito nisso, pensava em fazer o melhor e principalmente fazer o bem e quando percebi a experiência chegou.

Minha carreira sempre foi acompanhada de bons exemplos, acredito que isso tenha me ajudado bastante. Para iniciar minha vida profissional me espelhei em minhas irmãs que adoravam o que faziam – cada uma em um ramo de atividade, mas todas empreendedoras. Logo tive outros exemplos de pessoas comprometidas e bem sucedidas que sempre acreditaram em mim e depositaram alguns conselhos plantando sempre alguma nova semente.

Acredito que saber observar bons exemplos fez toda a diferença em minha carreira. Busquei aproveitar cada oportunidade que passava em minha frente com muita coragem, muitas vezes sem saber o que seria assumir tal desafio, mas tudo deu certo, porque adoro o que eu faço!

Você acha que as mulheres ainda sofrem preconceito no mercado de trabalho?
Percebo que o preconceito  já diminuiu bastante, mas ainda existe de forma inconsciente em alguns líderes no Brasil. As mulheres precisam sempre provar que não são frágeis, que dão conta do recado ou não são somente emoção e isso às vezes atrapalha o processo ou mesmo atrasa a evolução de sua carreira.

Na empresa em que eu trabalho nunca senti preconceito e acredito que por eu ser mulher é que as coisas deram certo já que nesta profissão o equilíbrio entre o racional e o emocional faz toda a diferença.

Em algum momento você sentiu que o fato ser mulher dificultou seu crescimento profissional?
Sim. Em uma outra empresa que trabalhei foi bastante complicado, pois meu “ex-chefe” não largava do meu pé. Eu sentia que ele queria pegar algo errado para colocar outra pessoa em meu lugar, e assim que percebi isso logo me envolvi em outro projeto, com a minha cara e com pessoas de valor empenhadas com a empresa e não com o sexo do colaborador. Foi uma grande lição.

Já se sentiu discriminada por algum superior ou subordinado?
Não. Já me senti mal por não estar pronta para alguns desafios, mas nunca discriminada.

Como seus funcionários homens reagem a seu comando?
Todos reagem bem, pois trabalho sempre com a verdade e deixo claro meus objetivos com cada assunto. Acho mais complicado lidar com pessoas que só pensam em carreira, cargos e salários do que com machismo. Homem que não admite ser comandado por uma mulher se trata com inteligência emocional. E isso as mulheres tendem a ter bastante. Mulher no comando é realidade! Esses homens precisam se adaptar a este novo cenário, seja como subordinado ou líder de uma líder.

É difícil conciliar suas atividades cotidianas com o trabalho? Como você divide seu tempo?
Nossa! Isso realmente é o mais difícil. Sou mãe de uma menina de 8 anos e tenho uma família que demanda muito do meu tempo, mas eu gosto.  Hoje meu tempo é divido de uma forma muito simples entre o trabalho e minha filha. Quando estou no trabalho, foco minha atenção em fazer o melhor, muitas vezes até mais tarde e quando estou em casa sou totalmente dedicada a ela, com a lição de casa, educação, laser e “chameguinho”… Que é sempre bem vindo!

Busco não perder o foco do trabalho para conseguir ir para casa mais rápido e ficar com minha filha. Sei que minha presença ao lado dela é fundamental. Hoje sinto falta de um momento para cuidar mais de mim, como uma academia, caminhada, amigas e bate papo. Este equilíbrio é meu objetivo para este ano.

Quais são seus planos para o futuro?
Tenho muitos planos a curto, médio e longo prazo. Alguns totalmente profissionais como aprimorar meus conhecimentos e habilidades em novos negócios e outros mais na área social com crianças carentes. Mas o que mais planejo é ser feliz em tudo o que faço.


por: Thiago Dantas.


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