Fazer Intercâmbio pode ajudar sua vida profissional

Quando se pensa nos benefícios que o intercâmbio agrega, a primeira coisa que vem à mente de muita gente é a possibilidade de aprimorar a fala e a compreensão de um segundo idioma. É bem verdade que ter contato 24 horas com uma linguagem que não é sua linguagem nativa ajuda – e muito! – no aprendizado, no entanto, esta não é a única vantagem que o intercâmbio oferece.

Viajar para o exterior é um aprendizado.

Além de ter a chance de aprender a falar e pensar em outra língua, você, enquanto intercambista, irá vivenciar situações que mudarão sua maneira de enxergar o mundo e terá sua cultura ampliada.  Conceitos como responsabilidade, sociedade, consciência social e ambiental, política e econômia serão transformados. Você verá o mundo como um cidadão global, enxergando pontos que transcendem seu lugar de origem.

E é exatamente pela soma de todos esses motivos que a experiência do intercâmbio tem sido cada vez mais valorizada no âmbito profissional.

Lidar com problemas cotidianos e aprender sobre o mundo são atividades tão naturais quanto enriquecedoras. A independência que se tem quando se vive em outro país, longe do apoio da família e dos amigos, é bem vista aos olhos do recrutador. Para aqueles que anseiam não só estudar como também trabalhar, vale dizer que mesmo quando se exerce uma atividade que não tenha relação direta com sua formação vale citá-la no currículo e também mencioná-la em eventuais entrevistas de emprego.

Conversamos com Kamilla Menezes, uma jovem de 23 anos que viajou em fevereiro desse ano para a Irlanda para estudar e trabalhar como au pair, sobre sua experiência:

O que te levou a estudar no exterior?
Conhecer a Europa sempre foi um sonho antigo e que ficou adormecido logo que decidi fazer a faculdade. Após fazer várias entrevistas de emprego e receber ótimas propostas que exigiam de mim um segundo idioma, resolvi colocar como foco além de conhecer a Europa, estudar também o inglês, um idioma que eu odiava e não tinha muita facilidade de aprender numa escola especializada.

Terminando a faculdade resolvi encarar esse desafio que não foi muito fácil no começo. Venho de uma família classe média baixa e sem muitos recursos financeiros. Peguei um dinheiro ali, algumas economias aqui, e no final consegui embarcar nessa aventura.

Qual foi seu maior receio antes de viajar?
Antes de escolher o destino o receio que pairava no ar era a falta do inglês, até porque normalmente é preciso fazer uma entrevista ou responder algumas questões na imigração. Eu achava que isso poderia ocasionar a minha deportação, sei lá, preocupações de uma pessoa normal que nunca viajou para fora do Brasil. Porém eu consegui tirar de letra e vi que não era tão difícil assim, afinal eu estava indo para aprender o idioma.

Fora isso, alguns dos principais receios foram dúvidas sobre os costumes e cultura do pais, alimentação, clima e também os amigos e tipos de pessoas que iriam conviver comigo. Conforme o tempo foi passando, foi possível observar  que tudo não era assim tão complicado. É preciso ir aberto e disposto a novas informações e cultura. As diferenças no primeiro momento não são muito grandes, mas o suficiente para te fazer refletir numa possível mudança de hábitos em sua vida.

Qual a documentação necessária para poder fazer intercâmbio?
A principio antes de escolher o destino é importante consultar todos requisitos exigidos para entrar no país. Eu pesquisei muito! As leis costumam mudar a cada 6 meses/1 ano, por esse motivo recomendo que procurem saber detalhes também através da agencias especializadas em intercâmbio.

Algumas documentações necessárias são a carta da escola onde irá estudar para ser apresentada na Imigração, seguro viagem governamental ou particular e comprovante de renda para se manter no pais pelo tempo que irá ficar – alguns países podem exigir desde carteira de vacinação até o nivel intermediário da língua nativa daquele pais para você entrar (sendo este o caso da Inglaterra). Como eu tinha intensão de ficar por um período de um ano escolhi a Irlanda, onde ainda é possível estudar e trabalhar além de viajar para outros países da Europa sem grandes preocupações.

E qual foi a sua primeira impressão da Irlanda?
Chegando na Irlanda me deparei com um país lindo e com pessoas bem receptivas. Como o país não é muito grande, não existe muitas opções badaladas de turismo, entretanto é um lugar cheio de belezas naturais e muito bom para se aprender o idioma.

Durante o período em que você está aí, qual foi a coisa mais importante/interessante que aprendeu em sala de aula?

O aprendizado é constante, na escola, nas ruas e até no supermercado. Infinitos são os momentos em que você está aprendendo algo novo. Porém, na sala de aula, você está aprendendo com pessoas de outras nacionalidades e vem a calhar também o conhecimento cultural do mundo. A aula se torna divertida e você acaba assimila tudo mais rapidamente. Quando eu cheguei aqui meu nível de compreensão do idioma era considerado básico. Hoje, após 6 meses de estudo, estou no intermediário. Pelo que percebi, algumas pessoas que já chegam com uma boa base conseguem sair fluente dentro desse período.

E qual foi a coisa mais importante/interessante que aprendeu em termos de experiência de vida?
Intercâmbio, em geral, para qualquer país, e independente do tempo que a pessoa irá fazer, é algo que fará grandes transformações antes, durante e depois do processo. Todos acabam descobrindo até onde é o seu limite e no final você é bem maior do que se pode imaginar. Todos os dias, se aprende a superar pequenos e grandes desafios. Tudo é experiencia, algo que ninguém poderá tirar de você. É um grande bem durável, com certeza.

Qual conselho você daria para os brasileiros que sonham fazer intercâmbio?
Tudo é possível independente da sua idade e da sua classe social. É preciso ter certeza do que se quer e saber que os resultados virão, seja a longo ou a curto prazo. Foco e vontade devem andar juntos, por isso eu digo e recomendo a todos aqueles que querem fazer e enriquecer o seu currículo profissional e experiencia pessoal; venha, mas venha com tudo!

por: Thiago Dantas.

You may also like...