Índice de mudança de emprego bate recorde

Há exatamente nove anos o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Brasil computa, além do saldo de trabalhadores formais, o índice de mudança de empregos. Segundo eles, no primeiro bimestre do ano, houve um recorde: cerca de 30,5% de todos os desligamentos aconteceram por decisão dos próprios profissionais. Para se ter uma ideia da expressividade desse índice, em 2003 as saídas voluntárias somavam apenas 17,7% do total de demissões.

Na prática, o elevado número pode ser interpretado como reflexo do aquecimento de mercado. Em linhas gerais, pode-se dizer que a oferta de emprego aumentou e os trabalhadores, visando melhores condições e cargos, tem escolhido, simplesmente, trocar de trabalho.

Ainda de acordo com a pesquisa, os Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul foram os que registraram os maiores índices de desligamentos espontâneos, tendo tido, respectivamente, 46,2%, 40,1% e 35,9% do total de pedidos de demissões por parte dos próprios empregados. Traçando um paralelo com os índices de educação – a Região Sul detém os melhores do país -, torna-se óbvio que quanto maior o nível educacional melhores são as chances de trocar de trabalho.

Para os especialistas, o que vivemos hoje se trata de um período único onde não há registros de precedentes. Se no passado eram as empresas que expunham suas exigências no ato da contratação, atualmente o quadro é bem diferente: graças ao aumento da oferta de trabalho, profissionais qualificados acabam sendo disputados; enquanto profissionais com pouca formação percebem que devido a crescente demanda de seus serviços, há uma mais chances de alcançarem melhores salários.

O prognóstico é que o mercado de trabalho continue aquecido durante todo o segundo semestre.

por: Thiago Dantas.


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