O que evitar quando se procura emprego

Alguns cursos de graduação oferecem leques de oportunidades bastante amplos. Áreas como Recursos Humanos, Psicologia, Administração, Matemática e Comunicação – só para ficar em alguns exemplos -, possibilitam que o estudante escolha em diversos tipos de carreira diferentes.

Não é exagero dizer que o primeiro grande desafio do recém-formado é escolher, entre tantas opções, o que fazer com sua carreira. Se escolher o tipo de trabalho que se quer fazer já é difícil, conquistar o emprego dos sonhos para si é uma tarefa ainda mais árdua.

Pensando nisso, elaboramos uma lista com os erros mais comuns que jovens profissionais cometem em processos seletivos.

1. Acreditar que o “quem indica” é regra em todo o mercado.
O famoso “Q.I.” tem perdido forças no mundo corporativo. Por mais importante que seja a questão do networking, acreditar que todas as vagas de empregos abertas serão preenchidas por esse método é ingenuidade.

Grandes empresas preferem abrir processos mais democráticos para selecionar, de fato, os melhores talentos. Não por acaso, a brutal maioria das organizações oferecem programas de Trainee para recém-formados.

2. Enviar currículos a torto e a direito.
A falta de critério e foco é um problema que atinge não só recém-formados como também profissionais experientes. Não é incomum ouvir da boca de candidatos que procuram emprego que eles “aceitam qualquer coisa”. Esse “qualquer coisa” acaba desqualificando o indivíduo enquanto profissional e passando a impressão de que ele é apenas mais um. Saber o que quer e lutar por isso é algo encarado como virtude.

Se você está aberto a possibilidades, foque seus esforços em empresas que tenham sinergia com suas crenças e em áreas de trabalho relacionadas a sua formação. No currículo, evite inserir no campo “objetivo” mais do que dois itens. Caso tenha dúvidas quanto ao cargo que deseja exercer, indique o setor que pretende atuar (exemplo: “atuar na área de marketing”).

3. Vestir-se errado para a entrevista.
A primeira impressão nem sempre é a que fica, mas, no caso de entrevistas de emprego, todo cuidado é pouco. Para evitar pré-indisposições por motivos banais, preocupe-se com o que vestir. Caso desconheça o ambiente da empresa, o melhor conselho é apostar no simples: para os homens, calça social e camisa são itens mais do que suficientes para passar uma boa mensagem; enquanto para mulheres saias não muito curtas e camisas de manga longa funcionam como peças coringas.

Invista em ternos, blazers e gravatas apenas se perceber que o contratante exige mais formalidade. A mesma regra vale para jeans: só use quando tiver certeza que isso não causará problemas. E lembre-se: não é só porque os empregados da empresa usam jeans e camiseta que você poderá fazer o mesmo na entrevista. Se quiser soar mais casual, aposte na combinação de jeans com camisa social e sapato fechado.

4. Não demonstrar cortesia.
Alguns jovens são dotados de um certo sentimento de superioridade que, aos olhos de muitos, pode ser definido como arrogância.

Profissionais de RH relatam que observam os candidatos desde que chegam na empresa. Se perceberem que eles agem com indiferença ou apatia com eles – ou mesmo com as secretárias – eles acabam perdendo pontos.

5. Não saber ouvir.
Para o bom desenrolar de qualquer diálogo é necessário ouvir o que o outro tem a dizer. Em entrevistas de emprego isso não é diferente. Alguns candidatos, na ânsia de agradar, acabam decorando todo um texto e falando desenfreadamente – perdendo grandes oportunidades de falar sobre pontos específicos e relevantes de sua carreira simplesmente por não ouvirem o que o recrutador está falando.

Tente ser objetivo e responder o que o selecionar te perguntar. Transforme a entrevista em uma conversa e conte sobre suas experiências, dê exemplos, faça perguntas e, caso não entenda algum questionamento, explicite isso. É mais sábio indagar do que replicar “qualquer coisa”.

Por: Thiago Dantas.

You may also like...