Empregos: gravidez e o mercado de trabalho

Quando Marissa Mayer, um dos rostos mais famosos, carismáticos e conhecidos do Google, foi contratada para presidir o Yahoo!, em julho desse ano, quase todo mundo ficou em choque. A notícia, que já tinha potencial para chamar a atenção (afinal, quem deixaria a companhia mais concorrida do mundo e migraria para uma empresa “menor”?), foi ainda mais comentada devido a um detalhe: Marissa estava grávida. De seis meses.

Uma fonte anônima se manifestou na época e disse que “isso (o fato de Marissa estar grávida) não foi levado em consideração. Como qualquer mulher profissional, ela tem que pesar todos os fatores ao fazer o seu trabalho e ter uma família”.

De acordo com especialistas, o caso de Mayer não é tão incomum quanto se pensa. Nos últimos anos, o papel da mulher na sociedade tem sofrido mudanças tão substanciais que as empresas mais inteligentes, percebendo que gravidez, ao contrário do que se poderia imaginar, não é exatamente um “empecilho”.

Para os recrutadores, a contratação de grávidas se mostrou um investimento benéfico pois, segundo eles, ela acaba gerando um sentimento mútuo de um comprometimento ainda maior com a empresa. O custo e o investimento para treinar e alocar um profissional é bastante alto, por isso é importante pensar a médio e longo prazo – e não só nos meses em que a gestante ficará ausente.

O que se tira de lição desse momento de quebra de paradigmas em que vivemos é que contratar a melhor opção acaba mesmo sendo a melhor opção. Marissa Mayer, que está prestes a ganhar seu primeiro filho, por exemplo, tem comandado a empresa com ótimas mãos e nessa última semana mesmo voltou a ser pauta de notícias quando quando convidou membros de sua velha equipe para trabalhar com ela…

Alguém aí ainda tem alguma dúvida que competência ultrapassa qualquer “barreira”?

por: Thiago Dantas.


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