Negros ganham 36% menos do que não negros

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Há exatamente cinquenta e um anos, Martin Luther King discursava, no Lincoln Memorial, em Washington DC, sobre a questão da igualdade de direitos para negros.

Sua fala, que ficou famosa no mundo todo e ajudou (muito) a derrubar barreiras segregacionistas, tornou-se símbolo da luta por igualdade. É curioso, e extremamente triste, que o sonho que Martin tinha ainda esteja tão longe de ser alcançado. Mesmo com todos os avanços, o racismo velado ainda existe e se nota em várias camadas da sociedade, incluindo o mercado de trabalho.

Um estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em novembro do ano passado, constatou que no Brasil pessoas negras ganham cerca de 36% menos do que pessoas não negras. Essa disparidade salarial independe de formação e nível hierárquico.

A pesquisa, que visava traçar um panorama do profissional negro em mercados de trabalho metropolitanos, analisou dados de moradores de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.

Segundo o mesmo estudo, a diferença entre ganhos e também de oportunidades de trabalho se torna ainda mais gritante em cargos de chefia. Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, enquanto 18,1% dos trabalhadores não negros conseguem chegar a posições de chefia, apenas 3,7% dos profissionais negros atingem essa função.

Estatísticas vergonhosas que precisam, urgentemente, ser mudadas.

por: Thiago Dantas.


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