Flexibilidade na contratação

Vivemos um período de transição no pensar estratégico do RH. Se há alguns anos as empresas procuravam “apenas” um profissional apto para desempenhar as funções do cargo, hoje, as empresas de vanguarda também levam em consideração fatores pessoais.

Em áreas onde a oferta de vagas é maior do que a procura de profissionais é comum que haja uma maior flexibilidade. Às vezes o indivíduo não possui todo o conhecimento técnico exigido para o cargo, mas, por apresentar características pessoais positivas – como comprometimento, paixão pelo que faz e o desejo de ascender profissionalmente dentro da empresa – acaba, de certa forma, “compensando” a deficiência técnica. Essa flexibilidade adotada pelos recrutadores acaba sendo benéfica ao candidato porque possibilita que ele seja contratado e receba treinamento para atuar em áreas que não tem familiaridade, contribuindo diretamente para seu desenvolvimento profissional e pessoal. Além de ser positivo para o contratado, há também vantagens para a empresa contratante, visto que o custo salarial será menor em comparação a “tirar” algum funcionário com expertise de outra empresa; e também pelo fato de que o profissional não trará consigo vícios. Vale dizer que nesses casos, onde o candidato não preenche todos os requisitos técnicos que a vaga exige, é imprescindível que o RH informe que há ressalvas técnicas em relação ao candidato.

Uma bela ilustração é a área de T.I., que está em franca expansão. Nesse ramo de atuação, em específico, tem sido um verdadeiro desafio encontrar profissionais qualificados que estejam dispostos a trabalhar em regime CLT.

Isso porque, na maioria das vezes, esse trabalhador é muito jovem e busca reconhecimento a curto prazo. Para ele, parece mais vantajoso trabalhar em projetos fechados do que criar um vínculo empregatício a longo prazo. Tendo em vista que esse tipo de pensamento é partilhado por muita gente, cabe ao RH encontrar um profissional que partilhe dos mesmos valores que a empresa e que esteja disposto a crescer e evoluir a médio e longo prazo.

É claro que ainda há empresas que não aderiram a essa nova corrente de pensamento e que se mantém inflexíveis, mas, devido a conjectura atual do mercado de trabalho, a adaptação acabará sendo inevitável. Bom para os profissionais.

por: Thiago Dantas.


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